
Parecia mais um dia calmo. O sol brilhava fracamente, sendo acompanhado por uma onda de ventos que faziam-me arrepiar até á espinha, mesmo usando casaco. Sentei-me na varanda do hotel, esperando que a destrambelhada da minha melhor amiga, a (S/A), saísse da casa de banho.
Minha melhor amiga, (S/A): Pronto, saí. Tá feliz? - resmungou ela, jogando-se no sofá.
Você: Estou pulando de alegria, não tá vendo? - respondi, sarcástica.
Minha melhor amiga, (S/A): Idiota! - reclamou ela, revirando os olhos e abrindo a porta.
Você: Onde vais?
Minha melhor amiga, (S/A): Onde você não vai. Fui! - mal consegui ouvir sua última sutileza, pois ela já tinha saído.
Alguns segundos depois, ouvi batidas na porta.
Você: Esqueceu as chaves? - comecei a rir, indo até a porta.
Louis: Não me lembro de me teres dado umas - respondeu Louis assim que abri a porta, me dando um sorriso irônico.
Você: Irra, você também - virei-me para voltar até a sacada, mas ele puxou-me pela cintura.
Louis: Vai ficar bravinha comigo, é? - sussurrou ele, dando um beijo no meu pescoço antes de virar-me novamente para ele. - Agora sim, um sorriso. Gostei de ver - meu sorriso tornou-se uma contagiante gargalhada, que o fez rir também.
O Louis e eu namorávamos há pouco mais de um ano. Admito que sou meio desocupada, então viajava com eles pra tudo lado quanto é canto. (S/A) sempre viajou comigo, para fazer-me companhia quando eles fossem pra lugares que eu não podia ir. Consequência? Ela estava tendo um caso com Harry. Nada sério, segundo eles. Apenas loucuras da noite. Pois é...
Louis: Vai sair com a (S/A) hoje? - perguntou Louis, acomodando-se no sofá ao meu lado, depois de praticamente me atirar dali.
Você:Se ela não ficar ocupada demais com o seu amigo... - dei de ombros.
Louis: Não. Temos tarde de autógrafos, esqueceste? - ele riu. - Vais precisar de dinheiro? - o olhei feio.
Você: Tenho o meu, esqueceste? - retruquei. - Já disse que não quero e nem preciso do teu dinheiro. Sou independente e serei até o fim, você querendo ou não.
Louis: E se o teu dinheiro acabar? Afinal, não é sempre que você tem programas para fazer... - perguntou ele, com um tom de preocupação.
Se acalmem, não sou rapariga de programa, nada disso. É programas de computador. Também faço sites e jogos, ou seja, ganho bem. Tudo explicado?
Você: Eu viro-me, fica tranquilo - sorri.
Louis: Ótimo. Então vire-se ai porque estou indo - ele levantou-se. - Até mais tarde - ele sorriu, me dando um beijinho antes de sair.
Fui tomar um banho, esperando a (S/A) voltar de onde for que ela tenha ido. Passamos a tarde ocupadas, conhecendo uma pequena cidade de Kalmar. É uma cidade no sul da Suécia, beira-mar. Já ouviram falar? Nem eu, até agora...
Enfim, passamos a tarde juntas, conhecendo a cidade. A verdade é que eu só queria que o tempo passasse logo para que eu pudesse, finalmente, estar novamente com meu namorado.
Louis: Como foi a tua tarde? - perguntou Louis, assim que conseguimos ficar a sós, no meu quarto de hotel.
Você: Sinceramente? - ele assentiu. - Chato, sem ti. - fiz careta. - Mas tentei aproveitar bem.
Louis: Ah, é? - ele riu, parecendo divertir-se. - E o que te divertiu?
Você: Alguns gajos vieram pedir-me o meu número - dei de ombros. - Pensei em passar, afinal, eles daqui são bem lindinhos, sabias? - ele riu, dando-me um apertão na perna. - Ok, ok. Nenhum gajo sequer chegou perto de mim. Feliz? - arqueei as sobrancelhas.
Louis: Muito - disse ele, rindo, dando-me um beijo na testa. - Você é só minha.
Você: Ah, sou? E como você tem tanta certeza? Assinou um contrato que diz isso? - comecei a rir.
Louis: Não, mas poderíamos assinar. O que achas? Daqueles que dizem "até que a morte nos separe" - ele riu, fazendo-me gargalhar ainda mais.
Você: Vamos lá agora! - ri.
Louis: Não, agora está fechado. Vamos para a semana que vem, quando voltarmos pra Londres. Topa? - comecei a rir, abrindo a boca para zoar mais um pouco, até que percebi que ele estava com uma expressão diferente no rosto.
Você: Espera, estás a falar a sério? - meu queixo caiu.
Louis: Sim. E tu não? - ele arqueou uma sobrancelha.
Você: É que... Eu achei que estavas a brincar... - acabei corando.
Louis: Ok, vamos fazer isso como deve ser.
Louis ajoelhou-se na minha frente, tirando o meu braço que estava quentinho debaixo de um gigante cobertor.
Louis: Queres casar comigo? Queres assinar o tal contrato para todos saberem que és minha e de ninguém mais? - ele perguntou com os olhos brilhando e o sorriso mais doce que eu já vira.
Você: E ainda perguntas? - sorri. Não me importei com o frio que fazia, apenas joguei-me nos seus braços, fazendo com que ele caísse naquele chão gelado, dando-lhe um longo, romântico e estalado beijo. Louis puxou a coberta do sofá e dormimos ali mesmo, abraçados. Eramos amigos, nós amávamos e, agora, eramos noivos. Tem coisa melhor que isto? Não, né...
Um ano depois...
Quem diria que um ano já se fazia que eu e Louis estávamos casados , e que agora eu estou aqui vendo ele dar biberon para o nosso pequeno Willian , e posso dizer que eu sou a mulher mais feliz do mundo...
Fim
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